quarta-feira, 30 de junho de 2010

a leveza do ser...

Vivo na incerteza dos dias.. à semelhança de Alberto Caeiro, sou uma guardadora de rebanhos e passo a vida a deambular nos atalhos do horizonte da vida.. Procuro-me nas esquinas, navego num universo labirintico, através do qual me perco tantas vezes e sustenho a respiração para que ningúem me oiça. Vagueio em silêncio no meu caminho preplexa perante as injustiças que encontro... sou e às vezes não sou, porque vivo na constante dúvida, dos comuns mortais.. às vezes não sei se estou viva ou morta.. não sei se a terra é o inferno ou paraíso, se há vida para além da morte.. incertezas e mais incertezas..
Tenho tido sonhos imensos.. a noite traz-me experiências inesgotáveis e sensações que outrora nunca vivi... ando à procura da minha missão, sim eu tenho uma eu sinto.. busco respostas.. cada vez mais... busco realizações.. o sentir-me útil... já não consigo ficar sentada a ver a vida passar...

domingo, 6 de junho de 2010

hapiness

Everybody goes on playing the game of being unhappy. You want to be happy, but unless you cut the investment in unhappiness you cannot be happy. And happiness is not somebody else's responsibility towards you, remember. Nobody else can make you happy. It is your own growth, your own awareness, your own moving energy...higher and higher...that gives you bliss.

love people

Receptive people, sensitive people, are imaginative people. Those who can see the greenery of the trees, just without any aggression on their part, not even a subtle aggression on their part, who can just drink the greenery of the trees, who can simply absorb it as if they are sponges - they become very creative, they become very imaginative. These are the poets, the painters, the dancers, the musicians - they absorb the universe in deep receptivity, and then they have absorbed into their imagination...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

palavras

“As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam: são como carraças: vêm nos livros, nos jornais, nos «slogans» publicitários, nas legendas dos filmes, nas cartas e nos cartazes. As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras.”
José Saramago

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quando Dás Um Pouco Mais

Tem mais sabor se é por amor
brilha mais o que é bonito
Kuya bué se for sem pé
kuya bué se for na fé
É bom sinal se é natural deixa fluir

GOSTO QUANDO DÁS UM POUCO MAIS DE TI
FICO FELIZ QUANDO DÁS UM POUCO MAIS DE TI

Deixa cair o véu prometo não cairá o céu
deixa-te revelar
prometo a música vai te embalar
deixa-te levar de olhos fechados
tens que te abandonar para poder voar

GOSTO QUANDO DÁS UM POUCO MAIS DE TI
FICO FELIZ QUANDO DÁS UM POUCO MAIS DE TI

Balança na mudança, com esperança
flutuo balançando feito criança
O nosso bailoço é...?
Uma trança de cabelo de uma deusa do olimpo celeste
que a beleza sempre se manifeste
deixa-te levar prometo a música vai te embalar
Sente a frescura brisa doce na cara
Vivifica, Positiva, Energiza, saboreia o dia

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

No teu deserto

"Hoje já ninguém vai ao nosso deserto, Cláudia. Os fundamentalistas islâmicos, como os de Laghouat, tornaram-se sanguinários e incontroláveis e os próprios tuaregues revoltaram-se contra o poder de Argel.
Mas a razão principal nem é essa. A razão principal é que já não há muita gente que tenha tempo a perder com o deserto. Não sabem para que serve e, quando me perguntam o que há lá e eu respondo "nada", eles riscam mentalmente essa viagem dos seus projectos. Viajam antes em massa para onde toda a gente vai e todos se encontram. As coisas mudaram muito, Cláudia! Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, "leves", disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo aos pés, não aguentam nem um dia de solidão. Eis porque já não há ninguém para atravessar o deserto. Ninguém capaz de enfrentar toda aquela solidão."

Miguel Sousa Tavares - No teu deserto

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Senti-te

"Como resposta, beijei-te ardentemente e fui descendo, sentindo a magia a crescer-me nos dedos...Desenhei o teu corpo com os meus lábios, moldei o teu peito, senti o teu umbigo e decorei as tuas coxas com o meu toque delicado. Senti as tuas nádegas firmes que se afiguravam de um tom dourado oferecido pelo Sol que penetrava o horizonte naquele momento. Massajei-as para lhes descobrir cada traço, cada curva, cada espaço, sentir cada reentrância perfeita com os dedos."


"Secreto Sentir", Maria Lourenço em Contos da Diferença