“Porque o que eu gosto mais no amor não é o facto dele existir momentaneamente, de nos encher os dias de cor e as noites de prazer, de nos fazer andar um palmo acima do chão e uma mão-travessa perto do céu. Esse amor primitivo, fácil, impetuoso, instintivo e rápido é privilégio de todos. Mas o amor profundo, dedicado, silencioso, incondicional, gratuito, dador e por tudo isso esquecido dentro da sua própria grandeza, esse, é só para quem pode.
Por isso o que eu mais gosto no amor é que além de caber tudo lá dentro é que este amor, o verdadeiro, nunca mais acaba. Pode cansar-se, entristecer-se, ir-se um bocadinho abaixo, mas nunca morre. Pode até adoecer, mas o mal nunca é mortal, e quando recupera, é o primeiro a esquecer a dor, o sofrimento, as tristezas.”
Margarida Rebelo Pinto
Quando se ama ama-se com as mãos, com os pés, com os olhos, os ouvidos. Ama-se com a alma, com o coração, as côres, as formas, os sentidos. Ama-se de pé, ama-se sentado, ama-se a dormir, ama-se acordado. Ama-se de cima a baixo. Por vezes ama-se tanto que fica uma dor por dentro, quando não se consegue chegar aquele lugar mais profundo. Há dias em que os olhos parecem que se vão inundar por um imenso mar e o corpo perde as forças e fica imóvel. Só a mente viaja por entre memórias, desejos, sonhos....
É isto tudo e muito, muito mais...
plim
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